Em tempos de pandemia, STJ mantém produtividade com trabalho remoto e reduz custos

Segundo matérias institucionais que vêm sendo veiculadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a produtividade naquela Corte vem sendo mantida após a adoção do teletrabalho em razão da pandemia, tendo havido também a redução das despesas em várias áreas na manutenção do Órgão.

“Resta agora aos gestores públicos dar aplicação correta a esses recursos e procurar estabelecer mecanismos de valorização e reconhecimento desses abnegados servidores que estão se dedicando e fazendo o Judiciário, MPU e o país funcionar, carregando a máquina pública nas costas e colocando em muitas das vezes suas vidas em risco. Os órgãos precisam otimizar esses recursos, realocando-os para benefícios sociais e melhorias na qualidade de vida, como reajustes nos auxílio alimentação e creche e mais recursos para os planos de saúde, de modo a reduzir a sobrecarga que recai sobre os servidores na sua manutenção, devendo investir também na qualificação”, pontua Costa Neto, coordenador-geral do Sindjus-DF, que também acentua não ser o momento para o retorno do trabalho presencial em razão da escalada cada vez mais grave do número de casos e de mortes em função da pandemia do novo coronavírus. Segue matéria publicada na página do STJ.

Balanço Do STJ Mostra Economia De Mais De R$ 800 Mil Em Trabalho Remoto

Desde que adotou, em março, o trabalho remoto como medida de contenção da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a produtividade e promoveu a racionalização de recursos públicos em despesas como energia elétrica, água e papel, segundo balanço feito pela área de gestão socioambiental da corte.

O tribunal criou um painel para monitorar o consumo desses itens. Os dados coletados com referência aos primeiros quatro meses do ano registraram uma economia de R$ 815 mil, em comparação ao mesmo período de 2019.

De janeiro a abril deste ano, o STJ gastou 16,76% menos com energia, água, papel, combustível e demais insumos monitorados. Em relação à água, houve uma redução de consumo em 53,68%. Com a maioria dos servidores atuando no regime do trabalho remoto, outro item que apresentou significativa economia foi o serviço de impressões em papel – reduzido em 72,78%. O uso de transporte também foi economizado: os veículos do tribunal rodaram 58,93% menos em quilometragem.

Segundo o presidente da corte, ministro João Otávio de Noronha, apesar dos desafios enfrentados por todos durante a pandemia, o trabalho remoto despontou como uma alternativa positiva para dar continuidade à prestação jurisdicional com o bônus da economia de recursos públicos.

Para Noronha, ao registrar produtividade sem perda de qualidade na prestação dos serviços do tribunal, aliada à racionalização de despesas, o STJ contribui para um esforço coletivo do poder público de economizar recursos em tempos tão difíceis. “A pandemia provocou rápidas transformações em nossa rotina de trabalho. O esforço para manter um tribunal como o STJ funcionando foi de todos. Constatar que, além da produtividade, conseguimos uma economia significativa em recursos é muito gratificante.”

O presidente ressalta que os números positivos mostram que o tribunal tomou medidas acertadas no combate ao coronavírus, e os dados só não são mais expressivos porque apenas um terço do período estudado ocorreu no regime de trabalho remoto, adotado pelo tribunal em 19 de março. Ele espera que o levantamento do próximo quadrimestre mostre uma redução ainda mais significativa do uso de recursos públicos.

Painel de gast​​​os

A Assessoria de Gestão Socioambiental (AGS) do tribunal disponibilizou um painel para os gestores com a visualização dos gastos, item por item, de forma a dar mais transparência aos gastos e consumos de itens relacionados ao plano de logística sustentável do STJ. A ferramenta, que em breve estará disponível no site da corte, permite ao usuário fazer pesquisas comparativas, por temas ou períodos. Por meio de filtros, podem ser identificadas variações na despesa com energia, água, telefone, combustível e papel – entre outras – ao longo do tempo.

Segundo a assessora da AGS, Ketlin Feitosa, diante da redução de gastos sem prejuízo dos serviços prestados à sociedade, o trabalho remoto se mostrou uma boa alternativa para manter o tribunal funcionando, além de ajudar na racionalização de despesas. “É interessante observar que, em março e abril, mesmo com metade do mês tendo sido presencial, houve uma diminuição no percentual de gastos e consumos. A intenção é acrescentar outros indicadores, pois queremos dar transparência também a outras despesas que foram afetadas diretamente com o trabalho remoto.”

Fonte: Agência CNJ de Notícias

Governo estuda manter teletrabalho pós-pandemia

O Correio Braziliense também abordou essa questão em matéria do dia 05 de julho, destacando que com a experiência de três meses de home office, o governo federal percebeu ser possível manter os serviços públicos funcionando e ainda economizar no pós-coronavírus. Segundo a reportagem, essa economia pode chegar a R$ 500 milhões por ano. A tecnologia pode ser utilizada para substituir viagens de servidores por reuniões virtuais, por exemplo. Além disso, com os servidores em teletrabalho abre-se mais espaço na Esplanada, reduzindo custos de aluguel, IPTU, condomínio, energia, vigilância e limpeza.

Uma reunião está marcada para essa semana entre representantes de servidores e a Secretaria de Gestão e Desempenho Pessoal para dar início a discussão da regulamentação do home office no pós-pandemia já nesta semana, em reunião marcada com a Secretaria de Gestão e Desempenho Pessoal. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) defende contrapartidas para os servidores.

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