Coordenador-geral do Sindjus-DF participou de live sobre impactos da realização das eleições municipais durante pandemia

O coordenador-geral do Sindjus-DF e da Fenajufe, Costa Neto, participou, nesta quinta-feira (9/7), da live “Eleição Municipal e a Pandemia: impactos na vida dos servidores da Justiça Eleitoral e eleitores”, do programa Sala de Entrevista – Especial Live, transmitido ao vivo pelo Facebook e YouTube da Fenajufe.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º julho, o adiamento das eleições municipais deste ano para os dias 15 e 29 de novembro (respectivamente 1º e 2º turnos). O Senado já havia aprovado a alteração no dia 23 de junho. No entanto, a conjuntura da pandemia no Brasil ainda inspira muito cuidado e atenção, uma vez que a saúde e a segurança dos servidores da Justiça Eleitoral, e de todos os envolvidos neste processo eleitoral, inclusive a população, que será convocada a comparecer às urnas, devem ser tratadas com total responsabilidade.

Para o coordenador-geral do Sindjus-DF e da Fenajufe, Costa Neto: “nenhum servidor pode se sentir órfão de representatividade. Tanto a Fenajufe quanto os sindicatos de base devem acompanhar todos os procedimentos, desde os atos preparatórios até a realização das eleições, fiscalizando e intervindo. Caso necessário, verificado que não há condições sanitárias para realização das eleições e de segurança e proteção à vida dos servidores, mesários, fiscais e população dos milhares de municípios dos quatro cantos do país, podemos fazer, em defesa da vida, a maior greve da Justiça Eleitoral que esse país já viu. Não podemos jamais aceitar que em nome da Democracia os servidores e os cidadãos sejam expostos ao risco de contágio e morte pelo coronavírus. É preciso ter responsabilidade e vamos cobrar isso das autoridades. Nosso objetivo é preservar vidas e fazer a defesa intransigente e exclusiva da categoria.”

Além de Costa Neto, participaram da live o médico e doutor em saúde pública Tiago Feitosa e o coordenador da Fenajufe Edson Borowski, servidor da Justiça Eleitoral do RS.

O doutor em saúde pública Tiago Feitosa afirmou que, no caso do Brasil, as projeções matemáticas apontam que o nível de contaminação e casos de óbito vai continuar elevado até agosto, mas que não dá para prever taxativamente quando teremos um nível de transmissão menor.

Com relação às eleições, Feitosa aponta dois cenários que envolvem os trabalhadores da Justiça Federal e os da Justiça Eleitoral que são: a preparação das eleições – com a possível volta do trabalho presencial – e o momento das eleições propriamente ditas.

Para Feitosa, o “primeiro ponto é ter cuidado com as pessoas que se encaixam no grupo de risco e devem ser priorizadas no trabalho remoto”. E, sobre o trabalho presencial, segundo o doutor, algumas medidas precisam ser observadas para a segurança dos servidores, tais como: ambiente arejado, não compartilhamento de equipamentos, distanciamento entre as estações, uso de máscaras, etc. Para ele, além da máscara, o uso de protetor facial, objetos descartáveis e luvas de procedimento para os que estiverem trabalhando no dia das eleições é fundamental.

O coordenador de políticas permanentes Edson Borowski informou que a Fenajufe, tendo como prioridade a saúde dos servidores, fez alguns movimentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela manutenção do teletrabalho e aguarda, também, agenda com presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso. “O TSE e os tribunais precisam ouvir os servidores. Precisamos levar a voz dos servidores, daqueles que estarão na linha de frente nas eleições, para as administrações dos TREs e do TSE”.

Veja a íntegra do programa clicando AQUI.

 

 

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