Utilidade Pública: Sindjus-DF alerta servidores sobre crescentes golpes de pirâmides financeiras

O Jurídico do Sindjus-DF identificou diversos servidores que tiveram prejuízos com o esquema de pirâmide financeira, que consiste no recrutamento progressivo de muitas pessoas, as famosas correntes, onde um indivíduo leva outro a entrar em determinada organização, cobrando uma taxa de entrada para a manutenção do modelo e oferecendo rendimentos vantajosos.

O sistema de pirâmide tem esse nome porque as pessoas da base, as últimas recrutadas, são as que garantem o ganho de quem está no topo. É um modelo insustentável a longo prazo, pois é necessário atrair cada vez mais pessoas para o falso investimento para que ele seja lucrativo.

Pirâmide financeira se baseia na oferta de dinheiro rápido e fácil. Inclusive, tais promessas são de ganhos muito maiores do que os de aplicações tradicionais do mercado financeiro.

Durante a pandemia, as pessoas estão mais vulneráveis a esse golpe, pois encontram-se em isolamento e com problemas financeiros.

Por necessidade ou ingenuidade, algumas pessoas entram em negócios que parecem ser lucrativos, mas que acabam sendo armadilhas para roubar o dinheiro das pessoas.

O esquema de pirâmide é um crime antigo contra a economia popular, previsto em lei desde 1951.

Contudo, a situação requer muito cuidado, pois mesmo ganhando ação judicial, o investimento dificilmente será recuperado, pois os responsáveis pelas pirâmides costumam desaparecer.

Prevenção

Desconfie de pessoas físicas ou empresas que oferecem a possibilidade de ganhar dinheiro fácil e rápido.

Muito cuidado com o uso de palavras como: alta rentabilidade, baixo risco, ganho expressivo, retorno certo, lucro exorbitante.

Procure informações substanciais sobre onde você está aplicando o seu dinheiro. Embora as pirâmides façam muita publicidade, inclusive, utilizando depoimentos pessoais, é preciso questionar os fundamentos do negócio, investigando a fundo o que está sendo oferecido a você.

Entender as características de uma pirâmide financeira é o primeiro passo para evitar cair nesse golpe.

Se você deseja investir melhor o seu dinheiro de maneira segura, procure profissionais especializados.

Exemplo de Pirâmide

Maria cria uma pirâmide, portanto, ela está no primeiro nível. Logo, Maria convida outras 10 pessoas para investir nesse produto financeiro, que formarão o segundo nível. O esquema já possui R$ 100 mil em capital (R$ 10 mil X 10 pessoas). A partir disso, Maria convence os integrantes do segundo nível a recrutar mais 10 pessoas cada prometendo participação maior nos lucros. Com isso, o terceiro nível passa a ser formado por 100 pessoas, e o patrimônio total do esquema chega a R$ 1,1 milhão. E, nessa mesma lógica, serão formados os demais níveis em um sistema fadado ao fracasso, pois não existe dinheiro suficiente para pagar todos os investidores, de modo que só quem está no topo da pirâmide vai lucrar.

Mandalas
Em 2017, a pirâmide financeira surgiu com um novo formato: a mandala, um esquema de captação pelas redes sociais.

Você já ouviu os nomes “Mandala da Prosperidade” ou “Tear dos Sonhos”? Pois bem, essa pirâmide é voltada especialmente para mulheres, que são convidadas para um negócio que está se expandindo através de videoconferências no Zoom. Em tempos de pandemia, a isca está sendo virtual.

Para a mandala “rodar” é necessário a entrada de novos integrantes. O negócio pede depósitos de R$ 5.000 para entrar no esquema, que está disfarçado de “economia solidária”. O discurso é o mesmo, a participante ganha dinheiro ao indicar outras mulheres para o investimento, formando uma rede de indicações com direito a supostos benefícios.

Nesse sentido, o Sindjus-DF orienta a todos a ter muito cuidado e desconfiar de produtos dessa natureza que lhes sejam apresentados, para não ser lesados. Denuncie também à polícia para que outros não venham a cair nessa armadilha e sejam prejudicados.

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