QUEM GANHA COM A REFORMA ADMINISTRATIVA?

 

Nova Campanha publicitária veiculada pelo Sindjus-DF mostra quem são os únicos brasileiros beneficiados pela Reforma Administrativa proposta pelo Governo Bolsonaro

O discurso oficial fala em modernização da máquina pública, economia para o tesouro e eficiência na prestação de serviços para a sociedade. No entanto, o texto encaminhado ao Congresso Nacional pelo Ministro Paulo Guedes e sua equipe passa longe desses pontos. Na prática, pelo contrário, fica cada dia mais evidente que o objetivo real dessa reforma é favorecer os interesses privados e facilitar ainda mais a vida dos maus gestores e a prática da corrupção.

Um dos dispositivos mais escandalosos nesse sentido é aquele que ameaça a estabilidade do servidor. Ao contrário do que políticos mal intencionados e até mesmo a mídia fazem parecer, a estabilidade não é um privilégio. É uma necessidade. “A estabilidade protege o servidor da má influência e dos desmandos dos maus políticos e de seus apaniguados. Ela oferece ao servidor a segurança necessária para que ele tome decisões técnicas, sempre em favor do coletivo e da sociedade e não do interesse de pequenos grupos dominantes”, esclarece Costa Neto, coordenador geral do Sindjus-DF.

Entre tantos pontos preocupantes como a adoção de novos formatos de contratação, que minam o concurso público e a qualidade do servidor selecionado, a concentração de poder na mão do executivo e a inclusão do princípio da subsidiariedade, que enfraquece o Estado para fortalecer a iniciativa privada e o mercado, o Sindjus-DF elegeu o combate ao fim da estabilidade como foco da nova campanha por esse ataque representar não só um retrocesso, mas uma ameaça real ao país. “Não podemos abrir a guarda e permitir que a livre nomeação, o apadrinhamento político e o coronelismo ganhem força e voltem a imperar no nosso país” diz Costa Neto.

Com os títulos de “laranja”, “cueca” e “mala”, as peças da nova campanha revelam, de forma bem humorada, porém contundente, quem são os brasileiros realmente beneficiados pela Reforma Administrativa colocada para debate. A ação, que conta com filmes para TV e internet, peças de mobiliário urbano, front lights e posts para mídias sociais faz parte de um esforço maior de resistência e combate à PEC da Rachadinha, como ficou conhecida a proposta de Paulo Guedes e sua turma.

“A atual diretoria do Sindjus-DF já provou ser combativa e atuante, independente dos mandatários de plantão. Enfrentamos os ataques advindos dos governos de Dilma Roussef e de Michel Temer e, agora, com o governo de Jair Bolsonaro não é diferente. Nosso compromisso é com a categoria, com a sociedade e com o Brasil. Jamais com governos, partidos e políticos”, revela Costa Neto, lembrando da grande batalha pela derrubada do Veto 26 e da luta histórica contra as diversas tentativas de Reforma da Previdência e ataques aos servidores e serviços públicos que, entre vitórias e derrotas, segue acontecendo.

Para o Coordenador Jurídico do Sindjus-DF Cledo Vieira, outro movimento importante capitaneado pelo Sindjus-DF no combate à PEC 32/2020, foi a adesão do sindicato à Frente Parlamentar do Serviço Público e à SERVIR – Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, onde ambas vêm fazendo um grande trabalho de articulação e de produção de conteúdos preciosos, que tem nos ajudado a desconstruir as falácias contidas na reforma.

Sobre o desligamento da FENAJUFE, é bom esclarecer que além da questão da ilegalidade, pois não possui Carta Sindical, outra fato importante para que os filiados tomem conhecimento é que a direção da Fenajufe, capitaneada pelo ex-deputado federal, durante todo o atual mandato, boicotou o Sindjus-DF e sabotou o trabalho dos diretores do Sindicato naquela federação, impedindo que nossos diretores participassem das audiências pela entidade, numa clara perseguição e desobediência ao Estatuto da Fenajufe.

“Estávamos na Fenajufe, pagando mais de R$ 82.000,00 por mês, cerca de R$ 1 milhão por ano, para a entidade, que aprovou destinar apenas 5% dos recursos para o fundo de greve e luta da categoria, valor ínfimo e desprezível, frente às necessidades de investimentos que se apresentam na luta em defesa dos servidores e dos serviços públicos. Infelizmente, o aparelhamento tirou o foco daquela instituição. Nossos filiados estavam insatisfeitos com a atuação dessa federação ilegal, que não representa os anseios da categoria, e, numa votação histórica no 8° Congresso do Sindjus-DF e também na Assembléia Geral do dia 12/11, demonstraram isso claramente aprovando a desfiliação. Não há mais espaço para as velhas práticas políticas e sindicais. O momento atual pede independência, atitude, austeridade e, sobretudo, união daqueles que assertivamente se somam a novos valores e propósitos”, conclui Cledo Vieira.

 

 

 

 

 

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