Sindjus-DF repudia declaração de Paulo Guedes afirmando que servidores podem ficar mais dois anos sem aumento

O calendário mudou, mas o ministro da Economia continua mirando no mesmo alvo de sempre: o servidor público. Na última terça-feira (26/1), durante evento on-line promovido pelo Credit Suisse, Paulo Guedes afirmou que os servidores públicos poderão ficar sem aumento por dois anos caso a pandemia se agrave. Explicou que, entre outras medidas de contenção de gastos, um possível “estado de guerra” traria congelamento dos salários do funcionalismo.

“Caso o pior aconteça, nós temos o protocolo da crise, aperfeiçoado agora. No ano passado, tivemos que esperar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) de guerra para autorizar a violação da regra de ouro, do teto. Se você disser que a pandemia está assolando o Brasil de novo, você vai declarar estado de guerra. Estado de guerra significa o seguinte: não tem aumento de salário durante dois anos para o funcionalismo, os pisos estão todos bloqueados, acabou esse negócio de subir automaticamente”, afirmou Guedes.

Falou ainda que com a vacinação ocorrendo, serão retomadas as discussões sobre as reformas no Congresso, incluindo a Reforma Administrativa. “Reformas são fundamentais para recuperarmos a nossa dinâmica de crescimento, que foi perdida ao longo de décadas”.

A Diretoria do Sindjus-DF repudia esses ataques aos servidores públicos, que têm contribuído sobremaneira para tirar o Brasil da crise sanitária e econômica, trabalhando duro durante toda a pandemia, arriscando a própria vida para manter em funcionamento os serviços públicos, tão cruciais à população, principalmente às parcelas mais carentes.

“Chamado durante a campanha eleitoral de ‘Posto Ipiranga’, aquele que tinha todas as respostas para a economia brasileira, o ministro Paulo Guedes demonstra profundo desconhecimento dos assuntos de sua pasta. Dando as costas para os servidores e falando para banqueiros, Guedes insiste na velha e equivocada política do Estado Mínimo. O caminho para o desenvolvimento do País passa pelo fortalecimento dos serviços públicos, com a adoção de um plano de valorização dos servidores. Valorização não apenas salarial, mas de tratamento, pois os servidores carregam o Estado nas costas e recebem em troca acusações e pacotes de maldades. Não toleramos esse tipo de comportamento. O nosso Sindicato continuará combatendo essas tentativas de destruir o que resta do funcionalismo, que ao contrário de privilégios, está com a corda no pescoço há muitos anos”, afirmou Costa Neto, coordenador-geral do Sindjus-DF.

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