Sindjus-DF repudia postura de Guedes ao chamar servidores de militantes e fugir dos debates sobre a Reforma Administrativa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se retirou dos debates da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (11/5), ao ser questionado sobre os estudos que amparam a PEC 32 e o impacto fiscal do projeto para o país.

A participação do ministro estava prevista para ter duração de três horas, mas durou pouco mais de meia hora, quando Paulo Guedes demonstrou claro desconforto e despreparo para responder os questionamentos que foram feitos. O ministro ainda chamou os servidores públicos de “militantes”.

“A postura do ministro é uma clara demonstração de que não há justificativas coerentes que fundamentam a Reforma Administrativa. Os pontos mais polêmicos da PEC 32 sequer foram abordados por Guedes, que segue na linha errática e desonesta da desconstrução da imagem dos servidores e dos serviços públicos”, pontuou Costa Neto, coordenador-geral do Sindjus-DF.

Durante a audiência, Guedes, pautado em um discurso extremista e falacioso, mais uma vez atacou os servidores públicos, sempre em tom debochado e odioso, demonstrando que não está à altura de comandar pasta tão importante para o país como o Ministério da Economia. Na realidade, Guedes é um estorvo para o país, um trapalhão que só tem trazido prejuízos à nação.

Parlamentares aliados condenaram veementemente a proposta e os argumentos do ministro da Economia. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) afirmou que a reforma não ataca privilégios e traz de volta o clientelismo e o patrimonialismo.

“Se for para atacar privilégio, vamos começar cortando os salários, pela metade, dos ministros e deputados federais. Eu topo. Teu governo topa? Aliás, tenho projeto nesse sentido, mas teu governo não quer aprovar aqui na Câmara dos Deputados”, rebateu a deputada.

O deputado Gervásio Maia (PSB-PB) citou a criação dos “cargos de liderança e assessoramento”, prevista na proposta, que poderão permitir que funções atualmente ocupadas por servidores efetivos sejam exercidas por indicações políticas.

O Sindjus-DF lamenta e repudia a postura do ministro Paulo Guedes durante a Audiência e segue acompanhando os debates para fazer com que a voz dos servidores públicos seja ouvida.

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