RGB Summit: Costa Neto defende maior estrutura, ergonomia, atenção à saúde e qualidade de vida para servidores em teletrabalho

Com a participação do Sindjus-DF e do ministro do STF Dias Toffoli, o evento realizado pela Rede Governança Brasil debateu experiências do teletrabalho e perspectivas para os próximos anos

O teletrabalho é uma realidade que se consolidou com a pandemia do novo coronavírus e muitos especialistas apostam que esse novo formato de trabalho veio para ficar. No entanto, embora a rápida adaptação das empresas e instituições públicas ao modelo, muitas questões administrativas e legislativas ainda precisam ser debatidas para garantir a saúde, segurança e produtividade dos trabalhadores e servidores brasileiros.

Por isso, nesta sexta-feira (11/6), a Rede Governança Brasil promoveu um rico debate, intitulado RGB Summit, que reuniu autoridades, especialistas e entidades para se debruçar sobre o tema e apresentar as diferentes faces do teletrabalho. Representando o Sindjus-DF, o coordenador-geral Costa Neto fez uma ampla explanação sobre a perspectiva do servidor público sobre o tema e os desafios enfrentados pela categoria.

“A produtividade laboral está intrinsecamente ligada à condição mental do servidor. Muitos colegas se queixam que, por levar o trabalho para dentro das suas casas, em muitas situações, não têm mais a percepção de desligamento do ambiente corporativo. Não há mais a distinção entre o trabalho e a vida pessoal”, pontuou Costa Neto.

O coordenador-geral ainda falou sobre ergonomia e a falta de equipamentos adequados para a boa execução dos trabalhos. “Fora dos órgãos, os servidores tiveram que improvisar um escritório dentro de casa, mas, em muitos casos, ele não atende a critérios ergonômicos. É importante que os servidores tenham acesso facilitado aos equipamentos e orientação sobre como montar as estações de trabalho em casa, para evitar as doenças decorrentes de uma má ergonomia e jornadas alongadas”, disse.

Costa Neto expôs ainda a reivindicação da categoria quanto à atenção especial à saúde e a necessidade de se reverter os recursos fruto da economia gerada nos órgãos em razão do teletrabalho, para destinar melhores condições de trabalho, equipamentos, mobiliário e o custeio de outros insumos, bem como qualidade de vida e bem estar dos servidores.

Este foi o segundo dia de realização do RGB Summit, que teve início nesta quinta-feira (10/6). Na abertura dos trabalhos desta sexta-feira, o ministro do STF, Dias Toffoli, ressaltou a boa adaptação do Suprema Corte ao regime de trabalho remoto e destacou que os servidores não ficaram nenhum dia sem funcionar.

“Trocar o pneu com o carro andando é uma boa imagem com o que ocorreu com o STF”, disse Toffoli.

O ministro ainda destacou que acredita que o virtual agora é o real. “É uma realidade que veio para ficar”, destacou.

Ainda participaram do evento Luciana Pinheiro, da Citrix, falando sobre tendências e inovação no teletrabalho; Ana Cláudia Mendonça, Secretária de Gestão de Pessoas do TSE, que falou sobre os desafios do teletrabalho na pós-pandemia; e Vládia Pompeu, Advogada-Geral da União Adjunta, que abordou as perspectivas e realidades do teletrabalho.

Elogios dos participantes

A exposição do coordenador-geral do Sindjus-DF rendeu muitos elogios de quem assistiu ao evento. A defesa dos direitos da categoria foi um dos pontos mais enaltecidos.” Excelentes considerações e dados expostos por José Costa Neto! Parabéns”, disse uma participante. “Excelente exposição com muitas evidências”, disse outro.

A íntegra do evento pode ser conferida no vídeo abaixo.

 

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