Sindjus-DF celebra Dia Internacional da Síndrome de Down na luta pelo horário especial para pais de pessoa com deficiência

Hoje, dia 21 de março, celebra-se o Dia Internacional da Síndrome de Down. O Núcleo de Inclusão do Sindjus-DF, criado em 2017, aproveita a data para destacar a necessidade de investirmos em uma cultura inclusiva, com respeito aos direitos da pessoa com deficiência e mais oportunidades na vida escolar e profissional, bem como maior conscientização, empatia e respeito por parte de todos.

É um dia para celebrarmos oficialmente a vida das pessoas com Síndrome de Down e lutarmos por políticas públicas e ações afirmativas que as valorizem e possibilitem o seu melhor desenvolvimento. Em geral, quem tem a síndrome pode estudar, trabalhar, ter uma autonomia acerca da própria vida. É importante contarem com estimulação precoce e educação inclusiva.

“Nossa luta também é contra o preconceito, a falta de informação, a intolerância. Além de cobrarmos as autoridades competentes, devemos refletir a respeito de como estamos agindo em nosso dia a dia no tocante às pessoas ‘diferentes’ de nós mesmos. Não há inclusão sem respeito à diversidade”, afirmou Sheila Tinoco, do TJDFT, ativista fundadora do Núcleo de Inclusão do Sindjus-DF.

A data escolhida, 21 de março (21/3), representa a singularidade da triplicação (trissomia) do cromossomo 21 que causa esta ocorrência genética. Descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down, a Síndrome de Down não é uma doença, mas sim uma alteração genética. No Brasil existem cerca de 300 mil pessoas com síndrome de Down, de acordo com informações do IBGE.

O Sindjus-DF tem atuado junto aos órgãos do Poder Judiciário e do MPU para garantir a redução de 50% da jornada aos pais de pessoas com deficiência. “Essa é uma luta extremamente necessária, pois o desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down, por exemplo, está ligado ao apoio da família. É preciso haver estímulos de várias formas e os pais/responsáveis são fundamentais para garantir isso. O horário reduzido possibilita que os servidores consigam dar a devida atenção aos seus filhos/dependentes, atendendo suas necessidades especiais, como terapias e outras atividades. Estamos, dentre diversas frentes, combatendo a resolução nº 308/2021 do CSJT, que limitou esse direito tão importante” afirmou Cledo Vieira, coordenador do Sindjus-DF e do Núcleo de Inclusão.

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