MPU: Caminho diferente, mesma luta!

Desde o primeiro semestre deste ano, os servidores do MPU têm decidido em suas assembleias trilhar um caminho distinto ao adotado pelo Judiciário. A decisão soberana da categoria, embora exista o registro de importantes posições divergentes, tem prevalecido. A explicação ouvida nesses espaços de discussão é a de que o Ministério Público, por ter uma necessidade orçamentária menor, poderia ter facilitado o processo de tramitação de seu projeto de reajuste salarial na Câmara.

De outro lado, os servidores do Ministério Público acharam melhor apostar na promessa feita pelo representante do MPOG, Duvanier Paiva, que em nome do Executivo, nas duas audiências públicas realizadas no Congresso Nacional, afirmou que bastava mudar o modelo remuneratório para os servidores terem aprovados seus reajustes. Assim surgiu o PL 2199/2011. Por todas essas diferenças precisamos de uma assembleia só dos servidores do Ministério Público.

Sendo assim, hoje (29), novamente realizaremos uma assembleia geral dos servidores do Ministério Público, às 16h, no MPDFT, para avaliarmos a estratégia adotada até o presente momento e o rumo da nossa mobilização, definindo assim os próximos passos a serem trilhados.

O Sindjus irá propor nessa assembleia ações que cobrem a efetividade da promessa feita pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. Também discutiremos com os servidores a importância de termos um plano B no caso de o governo querer alterar o modelo remuneratório, mantendo valores rebaixados (o que mudaria drasticamente os números apresentados pelo secretário-geral da PGR, Lauro Cardoso, que ao defender o projeto 2199 afirmou que apenas 50 servidores ficariam sem reajuste caso aquele projeto fosse aprovado).

Temos o dever de novamente chamar a atenção de todos para que o servidor possa decidir sabendo exatamente a extensão das consequências que uma decisão dessa natureza pode trazer. O governo já mentiu. Agora, temos que tomar cuidado para que sua mentira não prejudique ainda mais os servidores do Ministério Público.

Pedimos a compreensão e o apoio também dos colegas do Judiciário. Nós, servidores do Ministério Público, não estamos fugindo à luta. Nosso movimento em separado tem um objetivo comum: afinal, como carreiras-irmãs temos plena consciência de que a carreira que conseguir tomar a dianteira neste momento puxará imediatamente a outra. É assim que tem acontecido ao longo da história.

Contamos com a sua presença hoje na assembleia.

Ana Paula Cusinato

Coordenadora-geral do Sindjus

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