Servidores do STF se dividem. Mas maioria quer paralisações de 1h

Como o Sindjus alertou, não passava de manobra o pedido de voto de confiança feito pela presidência do STF aos servidores. As prometidas notícias sobre negociações com o governo para atendimento às reivindicações com a categoria não chegaram, como a diretoria-geral e secretaria-geral do Supremo anunciaram. O prazo do anúncio terminou nesta segunda-feira.

E a estratégia repetiu-se. O diretor-geral, Amarildo Vieira, e o secretário-geral, Anthair Edgard , estiveram pessoalmente na assembleia realizada pela categoria no plenário da 2ª Turma do STF, para solicitar que os servidores estiquem novamente no prazo, até a quarta-feira.

A repetição da manobra acabou dando certo, convencendo um número suficiente de servidores para que a estratégia do diretor e do secretário vingasse. Cerca de 400 servidores compareceram à assembleia. Entre eles, 185 votaram por continuar paralisações de uma hora diária, até que cheguem melhores notícias na quarta-feira.

A decisão não agradou a 116 servidores que votaram por cruzar os braços imediatamente, acompanhando a greve do resto da categoria. O resultado da assembleia também deixou insatisfeita a servidora do TSE Susan Isozaki que foi à assembleia com a missão de mostrar como seus colegas chegaram a 43% de paralisação.

“A nossa situação era parecida com a do STF, mas nós, do TSE, conseguimos a conscientização de que a união da categoria é necessária para se alcançarem os objetivos comuns. Alcançamos a maturidade. Estamos em greve desde o dia 1º, mas ainda precisamos da união de todos os servidores do Judiciário”, acentuou Susan Isozaki.

Os servidores do STF vão paralisar durante 1 hora todos os dias, entre as 14h e as 15h, e agora decidiram fazer barulho, nos arredores da igrejinha do prédio.

“O reajuste é para toda a categoria, a divisão só dificulta o sucesso de nossa greve. A administração do STF promete desde 2010 que está negociando e nada nos é apresentado concretamente. Continuaremos o processo de diálogo com os servidores para mostrar que somente a unidade será capaz de trazer a vitória”, ressalta Ana Paula Cusinato, diretora de Administração e Finanças do Sindjus.

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