Clube do Servidor – Enfim, a revitalização


Local, fechado há mais de dez anos, receberá mais de R$ 10 mi de investimento

O Clube do Servidor será revitalizado e reativado após passar mais de dez anos fechado. Serão investidos mais de R$ 10 milhões para recuperar o espaço, que faz parte da história da cidade. Para o servidor, entretanto, as portas só deverão ser reabertas no ano que vem. A ideia é atrair para o clube mais de 150 mil funcionários públicos e seus dependentes.

A iniciativa é fruto de um acordo que envolveu a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) a Advocacia-Geral da União (AGU), o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a iniciativa privada.

Em solenidade realizada ontem no próprio clube, foi assinado o termo de cessão do espaço. O contrato prevê que as obras de revitalização da área administrativa, do salão nobre, da sede social e da portaria serão realizadas pela Casa Cor Brasília. Em contrapartida, a empresa obterá permissão para usar o espaço durante três meses para a realização de uma feira de decoração. Após o período determinado pelo contrato e a conclusão das obras, as instalações se tornarão a nova sede da Escola da AGU.

A área onde estão as piscinas, quadras esportivas, restaurante e o deck ficarão sob a responsabilidade do Sindjus. O sindicato deverá reformar e revitalizar a área para reativá- la na forma de um clube para servidores públicos. Também está prevista para funcionar no local a Casa de Justiça e Cidadania, projeto desenvolvido pelo CNJ, que tem como base o trabalho voluntário de funcionários da Justiça e obras sociais. O espaço possui cerca de 84 mil metros quadrados com uma área construída de cinco mil metros quadrados, que incluem um prédio de dois pavimentos, piscinas e quadras esportivas. “Escolhemos o Clube do Servidor por se tratar de um local amplo e agradável, com um grande salão onde podemos realizar a mostra Casa Cor”, explicam Eliane Martins e Sheila Bodesta, organizadoras do evento.

Enquete

Quais são suas expectativas em relação à reabertura do clube?

“Acho que quando for inaugurado, todas as categorias de servidores devem ter direito a se associar. Se tiver, pretendo frequentar com a minha família. É uma opção de lazer.”

Adelaide Brito, 32 anos, servidora da AEGU

“Pretendo me associar e frequentar o clube. Tenho esposa e um filho de quatro anos. Pretendo levá-los ao clube. Por enquanto, vamos ao clube do STJ, mas é muito longe da minha casa. Estou ansioso.”

Edgar Fernandes, 36 anos, servidor do STJ

“A transferência será benéfica para quem trabalha na Escola da AEGU. Aqui é maior e tem uma bela vista para o lago. Um lugar assim ajuda até a melhorar a produtividade.”

Adalfredo Junqueira Filho, 60 anos, funcionário da EAGU

“O problema do local é que o acesso é muito difícil para quem não tem carro. Fica complicado para os funcionários se locomoverem. Mas o espaço em si é muito bom. “
Yasmim Resende, 21 anos, estagiária da EAGU

No mês que vem

De acordo Roberto Policarpo Fagundes, coordenador do Sindjus, a luta pela reabertura do Clube do Servidor começou em 2005. Ele garante que a gestão terá como meta a abertura a participação do maior número possível de servidores de todas áreas. “Vamos buscar uma parceria com as demais organizações de classe. A ideia é investir algo em torno de R$ 10 millões. Queremos construir um centro de convenções e um novo espaço para shows em Brasília”, declarou o sindicalista.

De acordo com o coordenador do Sindjus, as obras do clube devem começar em julho. “Ainda vamos discutir com os outros sindicatos a maneira como as pessoas poderão se associar. A previsão é de realizarmos uma pré-inauguração em dezembro deste ano”, destaca

O arquiteto que assina o novo projeto do clube é Antônio Alvetti, que já projetou obras como o Teatro dos Bancários e o Clube da Asceb. “A proposta do novo projeto é a modernização do local. O projeto original é dos anos 1970, está desatualizado com as novas tendências”, revela o arquiteto.

A antiga piscina será substituída por um complexo aquático com piscina olímpica, semiolímpica, infantil e rampas de saltos. O futuro Clube do Servidor terá salão de múltiplo uso; hotel com alojamentos, salas de aula, auditórios e bibliotecas; restaurantes e bares; quadras poliesportivas; campos de futebol, sauna, churrasqueiras e parques infantis.

Também será feito um teatro, cinema e outros espaços culturais. “O Sindjus quer devolver aos servidores um espaço de lazer e entretenimento e resgatar a oferta cultural que já foi a marca do clube”, afirma Policarpo. Hoje, o que se vê no Clube do Servidor é o retrato do abandono. A estrutura se deteriora com o tempo e com a falta de manutenção. As infiltrações destroem o telhado do salão e da recepção. Nas piscinas, azulejos quebrados e lixo.

Fonte: Jornal de Brasília

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