Servidores realizam ato no TST

Após quase um mês de greve, os servidores do Judiciário e do Ministério Público no Distrito Federal deram ontem (22/6) mais uma demonstração de resistência. Por mais de duas horas, cerca de duas mil pessoas enfrentaram o sol forte e fizeram uma caminhada ao redor do prédio do TST, finalizada com um ato público. Para esta quarta-feira (23/6) está previsto um novo ato público no STJ, às 15h.

Durante todo o percurso, os manifestantes cantavam dois tipos de palavras de ordem: chamando os demais colegas do TST a também aderirem à paralisação e pedindo que o presidente do órgão, ministro Moura França, interceda junto ao governo em prol dos servidores. “Se o ministro quer que a greve acabe, ele tem de buscar a negociação do nosso projeto e não cortar o ponto dos servidores, como tem feito”, argumentou o coordenador geral do Sindjus Berilo Leão.

Negociações – Atendendo pedido do Sindjus e do presidente do STF, Cezar Peluso, o ministro do STF Dias Toffoli começou a participar das negociações em prol de um acordo que garanta a aprovação dos projetos de lei 6613/09 e 6697/09. Na segunda-feira (21/6), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reuniu-se com o ministro Toffoli para tratar do assunto e nesta quarta-feira (23/6) vai se reunir com o presidente do STF para debater o mesmo assunto. Devem participar dessa reunião todos os presidentes dos tribunais superiores e do TJDFT.

Depois dessa conversa entre Paulo Bernardo e Cezar Peluso, o presidente do STF deve se reunir com o presidente Lula.

Já Roberto Gurgel, procurador-geral da República, conversará com Paulo Bernardo provavelmente na quinta-feira, segundo informações do MPOG.

“Tudo indica que começaremos a próxima semana com novidades em relação ao acordo com o governo, mas é importante que até lá a nossa greve se mantenha forte. Não podemos recuar agora”, argumentou Berilo Leão. Ele lembrou que o governo só está aceitando negociar graças à pressão da categoria.

Durante o ato, os servidores reafirmaram o compromisso de que ninguém voltará a trabalhar se não for por uma decisão coletiva e de que cada um deve ser responsável pelo que acontecer com o outro.

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