Ano judiciário está aberto oficialmente, mas servidores não são lembrados

Na manhã desta terça-feira (01) o Supremo Tribunal Federal (STF) deu início aos trabalhos judiciários de 2011 com uma cerimônia que aconteceu na sede do tribunal e reuniu diversas autoridades, entre elas a presidente da República Dilma Russef.

O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, lançou formalmente a idéia de firmar o III Pacto Republicano para, dentre outras coisas, consolidar a modernização da máquina judiciária. “As perspectivas do Poder Judiciário, para este ano de 2011, são ambiciosas. Mas, sozinhos, não poderemos concretizá-las na plenitude de suas forças”, destacou Peluso.

Na solenidade, o ministro destacou a importância do trabalho conjunto entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo para que seja garantido aos cidadãos o acesso a uma justiça rápida e eficiente e lembrou que os poderes da República são independentes, mas não podem deixar de ser harmônicos entre si, conforme estabelece a Constituição Federal de 1988.

O coordenador do Sindjus, Cledo Vieira, acredita que essa independência de cada um dos poderes deve ser respeitada principalmente ao que compete a cada um para que o Pacto Republicano seja realmente efetivo. “Isso não ocorreu no ano de 2010 quando prerrogativas do STF quanto à remuneração de seus servidores não foram respeitadas. O acordo entre executivo e judiciário para aprovar o plano depois das eleições não foi cumprido, 2011 precisa ser diferente”, afirmou o coordenador que participou na última sexta-feira (29/01) de uma reunião com o diretor-geral do STF, Alcides Diniz, para tratar do plano de carreira dos servidores.

No encontro, Diniz informou que o ministro Peluso iria aproveitar a presença da presidente Dilma e solicitar a audiência para tratar do plano de carreira dos servidores do judiciário e do MPU, mas, de acordo com a assessoria de imprensa do STF, esse assunto nem chegou a ser tratado entre os dois presidentes na data de hoje.

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