Assembleia decide: Categoria fará sua parte!

Na assembleia geral realizada ontem (30), no Supremo Tribunal Federal, a categoria decidiu que fará sua parte concedendo ao ministro Ayres Britto o prazo pedido por ele aos deputados da CFT para aprovar o projeto naquela comissão – dia 6 de junho.

A proposta foi defendida pelo delegado sindical Ademário Nogueira, servidor do TJDF, que além de um ato/assembleia para o dia 6, apontando indicativo de greve a partir do dia 7, propôs um acampamento no dia 5, na Praça dos Três Poderes, uma espécie de vigília pela aprovação do PCCR.

“O presidente do STF tomou posse há pouco mais de trinta dias e já falou com a presidenta Dilma, coisa que seu antecessor não fez em dois anos. Vale à pena dar mais um voto de confiança ao ministro Britto”, frisou Ademário, que continuou: “No entanto, não podemos deixar esse prazo ser esticado, por isso eu proponho eu uma assembleia com indicativo de greve no dia 6, começando a greve já no dia 7 se o projeto não for aprovado na CFT”.

Ademário também propôs que a categoria faça pressão total nos integrantes da CFT nos próximos dias, para garantir o quorum na reunião do dia 06 de junho. Para isso, ele sugeriu um grande acampamento na Praça dos Três Poderes para recepcionar os deputados na terça (dia em que os parlamentares chegam à Brasília). “Não vamos dar trégua aos deputados, vamos marcar em cima. Com essa pressão, se nosso projeto for à votação ele será aprovado”, explicou Ademário.

Diretores do Sindjus defendem greve imediata

Todos os diretores do Sindjus que são do Judiciário defenderam a greve imediata enquanto os integrantes das chapas 2 e 3 (que concorreram ao último pleito do sindicato) optaram por fazer a defesa da greve no dia 13 de junho junto com os servidores do Executivo.

“A presidenta Dilma editou uma medida provisória para desmobilizar a greve do Executivo. Se adiarmos o nosso calendário para acompanhar os demais servidores como quer a Fenajufe correremos o risco de ter que retroceder em nosso calendário. Além disso, fizemos 23 assembleias desde o dia 17 de maio e em cada assembleia realizada foi consenso entre os servidores que a greve deve ser imediata e que uma greve conjunta com o Executivo só nos prejudicaria. A posição da diretoria do Sindjus é a de greve a partir de hoje”, afirmou a coordenadora Sheila Tinoco.

“Na reunião ampliada da Fenajufe, que reuniu mais de 20 sindicatos no último sábado, ficou decidido que a greve deve começar no dia 13 de junho, pois, os sindicatos não tem condições de começar a greve agora. O País inteiro espera que Brasília comece a greve, porém, temos que construir uma greve forte e esse número de pessoas não é suficiente”, destacou Najla Bastos, que disputou as eleições pela chapa 2.

“A estratégia adotada pelos integrantes das chapas 2 e 3 de fazer 18 inscrições era para esvaziar a assembleia. Começamos essa assembleia com mais de 500 pessoas. O argumento de que a greve não pode ser declarada com a quantidade de servidores presentes é prova disso. Mas, nós já fizemos greve com mais de 5 mil lotando nosso ato, greve que foi aprovada com menos pessoas do que as que estão votando aqui. Vamos fazer a greve hoje, é o que a categoria quer!”, defendeu o coordenador-geral Jailton Assis, que conclamou a Justiça a cruzar os braços até a aprovação do nosso PCCR.

A categoria dá mais uma prova de sua boa vontade. Ao dar o prazo ao ministro Britto e ao mesmo tempo marcar o ato/assembleia no dia 6, com indicativo de greve a categoria faz sua parte. Agora cabe ao presidente do STF, da CFT e da presidente Dilma fazerem cada um a sua!

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