O grito engrossou

A quinta-feira foi até agora o dia mais bonito da semana. A voz dos servidores do Judiciário e do Ministério Público está sendo ouvida cada vez mais alta. Mais de 4 mil grevistas participaram do ato do Sindjus que começou no TSE e encerrou em frente ao STF, em repúdio aos 15,8% de reajuste propostos pelo governo à categoria.

Entre os servidores, os que mais chamaram a atenção foram os do Supremo Tribunal Federal, que estavam indecisos, mas que resolveram cruzar os braços, com os votos de ampla maioria dos cerca de 400 que estiveram na assembleia realizada na quarta-feira.

“Chegamos a um ponto em que o Judiciário inteiro tem que se unir. A gente acredita que só a greve resolve”, explicou Altair Carneiro, técnico do STF. Ele estava na caminhada junto com o colega Bruno Magalhães de Oliveira, que ressaltou a má-vontade dos governantes e o desrespeito à autonomia orçamentária do Judiciário.

Antes de chegar ao STF, a marcha e o carro de som pararam em frente aos anexos da Câmara Federal, onde ficam os gabinetes dos deputados. A parada foi estratégica.

De cima do caminhão, ao microfone, a diretora do Sindjus Ana Paula Cusinato lembrou aos parlamentares da tarefa de votarem os projetos de lei das carreiras do Judiciário e do Ministério Público, que estão parados na Comissão de Finanças e Tributação.

“Vamos cobrar e denunciar aqueles que dão tapinhas nas costas e depois oferecerem uma banana aos servidores”, advertiu.

A caminhada prosseguiu, então, até o STF, com um caixão coberto com a bandeira do Brasil carregado durante todo o percurso, simbolizando o enterro da autonomia orçamentária do Judiciário.

Manifestantes de todas as cidades do Distrito Federal fizeram barulho e mandaram seu recado ao presidente do STF, Ayres Britto, para que decida atravessar a rua e vá conversar com a presidenta Dilma.

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