Pargendler em mais um arroubo autoritário

Definitivamente, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler não tem paciência nem humor para negociar com os servidores públicos. Nacionalmente conhecido em 2010, depois de humilhar e demitir um estagiário que estava atrás dele num caixa eletrônico, nessa quinta-feira (23), ele protagonizou mais um de seus arroubos autoritários, mandando arrancar quatro faixas que o Sindjus havia afixado em torno do prédio do STJ. As faixas continham dizeres alusivos à contagem regressiva “para um tempo melhor para os servidores”, isto é, para o dia 31 de agosto, quando se espera que o Ministério do Planejamento encaminhe ao Congresso a proposta orçamentária do Judiciário com a previsão dos reajustes salariais para os servidores.

Segundo os dirigentes do Sindjus, o ministro Ari Pargendler foi o pior presidente do STJ do ponto de vista dos servidores, por causa das perseguições que determinou. Durante a sua gestão, dezenas de processos disciplinares administrativos (PADs) foram abertos para punir trabalhadores que não agradavam as chefias. Nas paralisações das atividades decididas pelo sindicato, os cortes de ponto têm sido automáticos, sem dar aos servidores qualquer chance de negociação.

“A carapuça serviu. É por essas atitudes que o País inteiro vai comemorar a saída de Pargendler”, afirmou Jailton Assis, coordenador-geral do Sindjus. “Essa é uma boa hora para os servidores do STJ aderirem a nossa greve para que além de sua saída possamos comemorar o envio ao Congresso do nosso reajuste”, completou.

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