Assembleia-geral aprova continuidade e intensificação da greve

Servidores do Poder Judiciário e do MPU, reuniram-se em assembleia-geral, na Praça dos Tribunais, na tarde desta sexta-feira (19/6), e aprovaram a continuidade da greve em razão de não haver nada de concreto com relação aos PLCs 28 e 41. Importante lembrar que o Diretor-geral do STF, Amarildo Vieira, informou na semana passada que o prazo para que o governo apresentasse contraproposta seria hoje. No entanto, até o fechamento dessa matéria, o governo ainda não tinha apresentado contraproposta ao PLC 28/15.

Segundo informe da Fenajufe, que se reuniu com o diretor-geral do STF, Amarildo, na manhã desta sexta-feira (19/6), afirmou que não houve conversa entre Lewandowski e Levy até a data de hoje e nenhuma tratativa por parte do governo, de modo que o Executivo trabalha internamente a contraproposta que ainda não chegou ao Judiciário. Amarildo disse que acredita que o governo deve apresentar algo e que o STF também está fazendo simulações. Garantiu que assim quando a proposta for apresentada ela será levada ao conhecimento da Federação.

A categoria se indignou com mais essa enrolação e fez discursos inflamados no sentido de fortalecer e ampliar a luta. A greve, que cresce tanto no Distrito Federal quanto nacionalmente, já chegando a ser uma das maiores da história da nossa categoria, tem tudo para ganhar mais adesões nos próximos dias com aproximação da data colocada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para votar o nosso projeto – 30 de junho. No entanto, os servidores estão conscientes de que a mobilização precisa se intensificar para garantir o fechamento do acordo entre Judiciário/MPU e Executivo. A categoria reafirmou que não aceita rebaixamento da tabela e luta pela aprovação dos PLCs 28 e 41 como estão.


Diante dessa conjuntura de luta, foi aprovado o seguinte calendário:

Segunda-feira (22/6): Piquetes, arrastões solidários e Reunião do Comando de Greve

Terça-feira (23/6): Arrastões no STJ, TST e STF com assembleia-geral, caso haja a apresentação de contraproposta pelo governo

Quarta-feira (24/6): Ato em frente ao Palácio do Planalto e STF.

Quinta-feira (26/6): Ato em frente à PGR

Sexta-feira (27/6): Assembleia-geral no STM

Também foi aprovada moção de repúdio contra o cerceamento do direito de greve; intensificação da mobilização no STM e TRF; boletim específico para o MPU; a confecção de faixa “Sanciona Dilma”, carta de sensibilização aos magistrados.

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