TRE e TSE param por 24 horas e se preparam para a greve.

Quase 300 servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lotaram a praça dos Tribunais nessa quarta-feira (11). Os servidores ficaram concentrados em frente ao TSE desde às 8h e aderiram a paralisação de 24 horas proposta pelo Sindjus.

“As paralisações de 24 horas vem mostrar para o Governo que os servidores de todos os órgãos do Judiciário e do MPU pretendem lutar pela aprovação do PCCR. Estamos decepcionados com a posição do ministro Peluso, mas não vamos desistir”, reforça o servidor do TSE Denílson Nunes Mourão.

Esse descontentamento da categoria tem sido a mola propulsora para as paralisações. Os servidores cansaram de esperar que o governo e as autoridades do Judiciário tomem alguma atitude e decidiram sair às ruas para mostrar a insatisfação e conseguir a aprovação do plano na marra. “Ficamos decepcionados com o governo no ano passado e nos desgastamos muito. Então, acho que agora é o momento de mostrar nossa força e o Sindicato deve mesmo realizar paralisações, chamar a categoria e unir os servidores. Meus colegas parecem bem animados”, afirma Helena Koshiro, servidora do TSE.

Para Marcos Carvalhedo, servidor do TSE, as paralisações são essenciais. “A paralisação de 24 horas, no TSE, foi muito importante porque sinaliza para o governo que os servidores do Tribunal estão dispostos a se mobilizar e lutar pela aprovação do PCCR”.

Os piquetes em frente aos Tribunais e as paralisações de 24 horas têm mostrado que a categoria está pronta para fazer uma greve sem prazo para acabar. Os servidores do Judiciário e do MPU não recebem reajuste desde a conclusão da implementação da Lei 11416/2006. Nem a correção inflacionária, prevista na Constituição ocorreu no período gerando uma defasagem sentida no bolso.

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