Uma luta pelo resgate ao respeito

Servidor(a) do STJ,

Em casa de ferreiro espeto de pau, eis o ditado que cabe perfeitamente ao STJ. O tribunal que nasceu para conduzir o país em um novo período, sendo guardião da democracia, age com resquícios ditatoriais contra seus servidores.

O tribunal que enche a boca para falar de democracia determina o corte de ponto daqueles que são obrigados a paralisar suas atividades para forçar uma negociação por melhorias na carreira. Essa mesma administração impede que os servidores compensem o tempo que ficaram em greve.

O tribunal da cidadania é, na verdade, o tribunal do medo, o tribunal da censura, o tribunal da perseguição. Nos corredores do STJ o que vale é a lei da mordaça. São duros golpes contra aqueles que desempenham com primazia suas funções. Ao contrário de respeitar os servidores e de buscar instrumentos de valorização, a administração orquestra medidas extremamente prejudiciais ao quadro de servidores.

Atualmente, tramita no tribunal um processo para a mudança da jornada dos servidores. Desde a semana passada, o Sindjus tenta obter uma cópia do processo. No entanto, a resposta que obtivemos ontem (22) foi de que o pedido deve ser dirigido ao presidente. Mais uma prova de que todos estão com medo. Medo de sofrer todo e qualquer tipo de retaliação por ter cumprido o dever, pois dar conhecimento ao sindicato desse processo é uma obrigação. Medo esse que coloca em risco uma série de avanços democráticos e o próprio Estado de Direito.

Ao contrário de buscar aumentar a produtividade ou potencializar a prestação jurisdicional, o processo de alteração da jornada visa fazer média com o CNJ. O aumento da jornada não poderia vir num momento pior e levará necessariamente à ampliação da evasão dos servidores do STJ. Os melhores quadros já estão fazendo concurso para outras carreiras que remuneram melhor. O que o STJ faz para reter esses quadros? Atrapalha a luta pelo PL 6613. Sua assessoria andou fazendo apologia a não aprovação do nosso projeto junto aos deputados. Isso sem contar que cortou ponto de grevistas e impediu a compensação do trabalho. Não ajudou em absolutamente nada. Pelo contrário, atrapalhou e muito. E pior, não há qualquer sinal de que vai deixar de atrapalhar.

O STJ adota uma visão ultrapassada de gestão de pessoas que só traz prejuízos ao erário. Ao contrário de cultivar servidores comprometidos com a eficiência dos serviços prestados pelo tribunal, os gestores cultivam o medo, a indignação, o desânimo. Precisamos denunciar essa postura retrógrada e nociva à sociedade.

Lutar contra tudo isso não é fácil. Porém, é preciso. Aliás, é vital. Se não fizermos nada daremos condições da administração continuar sua ofensiva contra nossas reivindicações e nossos direitos. Precisamos reunir todas as nossas forças e dizer que não concordamos com o retrocesso. Juntos, podemos mudar essa realidade.

Por isso, todos precisam estar presentes no ato de hoje (23), a partir das 15h, no STF

Diretoria Colegiada do Sindjus

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