Nova gratificação, mesma prática: dividir para enrolar

Depois da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI) e da remuneração por subsídio, uma nova gratificação surge para dividir o nosso movimento pela valorização salarial dos servidores. Ontem (19), uma comissão de servidores da Justiça Eleitoral entregou à presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia, uma proposta alternativa ao PL 6613/09.

Essa proposta de gratificação para os servidores da Justiça Eleitoral é mais uma das formas de fracionar nossas energias e impedir nosso êxito na aprovação de um reajuste salarial. Recentemente, acompanhamos esse mesmo filme, cujo final não é nada feliz. O Ministério Público abortou o maior movimento grevista da categoria dos últimos anos dizendo que iria aprovar rapidamente uma proposta de subsídio para aqueles servidores. Depois que o projeto com a nova proposta foi enviado para a Câmara, a administração do MP não se empenhou em nada para que o projeto fosse aprovado. Agora, aguarda o resultado da negociação feita pelo STF com os demais poderes para pegar carona mais uma vez no projeto do Judiciário.

Desta vez, a administração nem disfarçou seus reais interesses: dividir o movimento; evitar a mobilização dos servidores; obstruir uma resolução em relação à valorização de seus quadros. Isso pode ser conferido no site oficial do TSE, onde há a informação de que a ministra Carmem Lúcia ficou bastante satisfeita com a não adesão dos servidores da Justiça Eleitoral à proposta de uma greve pela aprovação do PL 6613/09.

Servidores do TSE encaminham proposta de reajuste para a JE


Presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia reunida com representantes dos servidores do tribunal.

Buscar uma alternativa enquanto o Projeto de Lei nº 6.613/2009, que prevê reajuste salarial para o Judiciário, não é aprovado pelo Congresso Nacional, é o principal objetivo da proposta entregue nesta terça-feira (19) por uma comissão de servidores da Justiça Eleitoral à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha.

Os servidores foram recebidos em audiência pela ministra, que ficou de estudar a proposta e voltar a se reunir com eles na semana que vem para avaliar a possibilidade de atender o pleito. Há oito anos os servidores do Judiciário não têm reajuste salarial.

Junto com a proposta, que pretende garantir uma gratificação para os trabalhadores da Justiça Eleitoral, os representantes dos servidores entregaram um abaixo assinado pedindo o apoio da presidente do TSE. “Podem estar certos de que continuo ao lado de vocês, trabalhando para garantir a aprovação do PL 6.613”, assegurou a ministra ao receber o documento.

Cármen Lúcia, entretanto, fez questão de ressaltar que as negociações para a aprovação do PL estão sendo conduzidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto. “Há cerca de uma semana o ministro Britto me telefonou para informar que tem boas notícias sobre o andamento do PL no Congresso”, afirmou a ministra sem, contudo, adiantar o conteúdo das boas notícias. “Não estou autorizada a transmitir a informação”, disse.

A presidente do TSE ficou bastante satisfeita ao saber que os servidores da Justiça Eleitoral resistiram à proposta do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário para que encabeçassem uma greve pela aprovação do PL 6.613, o que poderia comprometer a realização das eleições municipais deste ano. “Sei bem das peculiaridades da Justiça Eleitoral e de seus trabalhadores. Por isso tenho trabalhado para garantir o reajuste que acho justo”, afirmou.

Fonte: www.tse.jus.br

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