Reunião com STF: Cadê o nosso reajuste?

Depois de mais de quatro meses da data de sua posse como presidente do STF e do CNJ, o ministro Joaquim Barbosa recebeu nesta segunda-feira (4) representantes da categoria. A reunião teve o intuito de cobrar promessas e compromissos feitos pelo Supremo, como a GAJ de 100%. Entretanto, o tom da reunião foi o de protelação.

O coordenador-geral do Sindjus e da Fenajufe, Cledo Vieira, tocou na ferida ao disparar que nem o CNJ nem o STF representam ou defendem os interesses dos servidores e cobrou o que será feito para corrigir as distorções salariais frente às outras categorias. “Em 2009, precisamos fazer uma greve para o Conselho encaminhar o nosso plano (PL 6613) ao Congresso. De lá para cá, o CNJ impôs uma série de metas que estão sendo cumpridas por servidores que não recebem contrapartida alguma”, frisou Cledo, que continuou: “os 15,8% não resolvem a situação dos servidores”.

Como resposta, o ministro Joaquim Barbosa disse que pretende (não se sabe quando) criar um Grupo de Trabalho no CNJ para discutir questões relativas aos servidores. No entanto, esse grupo só começará a ser discutido depois da alteração da composição do Conselho. Mas os servidores não têm tempo a perder, pois já acumulam prejuízos demais, principalmente em relação à defasagem salarial.

Infelizmente, a primeira reunião com o ministro Joaquim Barbosa, que demorou muito para acontecer, não trouxe otimismo algum a uma categoria que há tempos não tem um interlocutor à frente do STF. É necessário continuar a pressão sobre o Supremo para que ele pare de conjugar nossa categoria sempre no tempo futuro.

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