O que comemorar nesse 1º de maio?

Perdas de direitos trabalhistas, desmonte da legislação advindo da Reforma Trabalhista e da Reforma Administrativa, destruição da previdência pública, redução de salários, terceirização e desemprego. Essas são algumas das mazelas que recaíram sobre os trabalhadores brasileiros nos últimos anos.

O emblemático 1º de maio de 1886, data em que os trabalhadores norte-americanos foram às ruas pedir redução da carga horária máxima de trabalho, revela que o país precisa evoluir muito para chegar ao patamar dos países desenvolvidos na garantia de direitos e conquistas sociais para a classe que, genuinamente, faz a máquina funcionar.

Hoje nos deparamos com um cenário em que o trabalhador e o servidor público são classificados como os culpados pela crise que assola a nação. Camuflando dados para vender soluções, o governo está, a cada dia, precarizando o trabalho, enfraquecendo a representação sindical e deixando os trabalhadores a mercê dos desmandos do mercado financeiro.

A grande reflexão que fica para essa data é que, assim como aconteceu em 1886, os trabalhadores precisam, mais uma vez, unir forças, reivindicar melhorias, cobrar seus direitos e exigir respeito, valorização e dignidade para essa classe que tanto faz pelo nosso país.

1º de maio – pouco a comemorar, muito a reivindicar.

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